Os efeitos colaterais do GH costumam ser uma das principais preocupações dos pais quando o tratamento com hormônio do crescimento é indicado para uma criança.
É natural sentir insegurança diante de um medicamento que atua no desenvolvimento, mas quando bem indicado e acompanhado por um endocrinologista pediátrico, o uso do GH é eficaz na maioria dos casos. O hormônio do crescimento, também chamado de somatropina em sua forma sintética, é essencial para o crescimento saudável, a formação dos ossos e o metabolismo infantil.
Ainda assim, como qualquer tratamento médico, ele pode apresentar efeitos adversos, que variam de acordo com a dose, a idade da criança e o diagnóstico.A seguir, entender quais reações são esperadas e quando buscar ajuda médica.
GH em crianças é seguro?
Sim, o uso do hormônio do crescimento infantil é seguro quando existe indicação clínica clara e acompanhamento especializado. O GH utilizado atualmente é produzido em laboratório com alta tecnologia, sendo idêntico ao hormônio naturalmente produzido pelo corpo humano.
A segurança do tratamento com hormônio GH está relacionada a três fatores principais: diagnóstico correto, dose adequada e monitoramento regular.
Crianças que apresentam deficiência comprovada de GH, síndromes genéticas ou alterações no crescimento se beneficiam do tratamento, com ganhos importantes na estatura e na qualidade de vida.
Portanto, grande parte dos relatos de problemas associados ao GH está ligada ao uso inadequado, sem indicação médica ou com doses excessivas. Por isso, o tratamento deve ser sempre conduzido por um endocrinologista pediátrico experiente.
Quais os efeitos colaterais do GH em crianças?
Os efeitos colaterais do GH em crianças costumam ser leves e transitórios na maioria dos casos. Muitos pacientes não apresentam nenhuma reação significativa durante o tratamento. No geral, os efeitos que podem aparecer são:
- dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação;
- desconforto muscular ou articular leve;
- retenção de líquidos, principalmente no início do tratamento;
- e algumas dores de cabeça.
Esses sintomas surgem nas primeiras semanas e tendem a desaparecer com o ajuste da dose ou com a adaptação do organismo. Os efeitos adversos da somatropina considerados mais raros são:
- aumento da pressão intracraniana;
- alterações no controle da glicose;
- e, em casos muito específicos, têm impacto na função da tireoide.
Quais os riscos de usar GH?
Os riscos do hormônio do crescimento existem, mas são baixos quando o tratamento segue protocolos médicos adequados. Um dos pontos mais monitorados é o metabolismo da glicose, já que o GH pode aumentar a resistência à insulina em algumas crianças.
Além disso, em pacientes com histórico de tumores ou doenças da hipófise, o uso do GH precisa ser cuidadosamente avaliado. Não há evidências de que o tratamento cause câncer, mas, por estimular o crescimento celular, o acompanhamento com médico é essencial.
Além disso, o uso indevido do GH sem indicação clínica tem riscos muito altos. Nessas situações, os efeitos colaterais podem superar os benefícios, o que reforça a importância de nunca iniciar o tratamento por conta própria.
Qual a idade ideal para tomar GH?
O tratamento com hormônio de crescimento (GH) pode começar, em média, a partir dos 7 anos de idade nas crianças que apresentam deficiência de produção endógena do GH.
No entanto, o momento certo sempre depende do diagnóstico, da causa do atraso de crescimento, além da idade óssea da criança e do estágio de desenvolvimento.
A verdade é que quanto mais cedo a deficiência é identificada, melhores costumam ser os resultados. O tratamento pode ser iniciado ainda na infância e mantido até o fechamento das cartilagens de crescimento, o que costuma acontecer no final da adolescência.
Como é feito o monitoramento do GH infantil?
O monitoramento é uma das etapas mais importantes para garantir a segurança do tratamento. As crianças que estão usando hormônio do crescimento infantil precisam passar por consultas regulares, que podem ser a cada três meses.
Durante esse acompanhamento, o médico endocrinologista avalia:
- crescimento em altura e ganho de peso;
- exames de sangue, como IGF-1 e IGFBP-3;
- controle da glicemia;
- função da tireoide;
- e ajustes da dose conforme a resposta ao tratamento.
Além disso, os pais precisam observar sinais de alerta, como dores de cabeça persistentes, alterações visuais, inchaço ou mudanças no comportamento. Qualquer sintoma fora do esperado deve ser comunicado ao médico especialista.
Sendo assim, se o tratamento for bem conduzido, os benefícios superam os riscos, promovendo crescimento saudável e mais qualidade de vida.
A Dra. Amanda Soeiro, endocrinologista pediátrica com grande experiência em distúrbios do crescimento, é especialista em avaliar cada criança de forma individualizada, definir o momento ideal para iniciar o tratamento e acompanhar de perto todas as etapas do uso do GH. Conte com a Dra. Amanda para o tratamento com hormônio GH em casos de baixa estatura, puberdade precoce, distúrbios da tireoide, entre outros problemas endocrinológicos.
Para saber mais ou esclarecer suas dúvidas sobre os efeitos colaterais do GH, agende uma consulta hoje!
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